quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Cavaleiro da Noite

      Prólogo


Escócia,

Inverno de 1474



Sem se importar com o frio e a bruma, Edward Cullen observava as criaturas emergindo dos subterrâneos de Cambrun, seu castelo no topo da montanha, rumo à floresta abaixo da propriedade. Os uivos selvagens que soltavam soavam como música em seus ouvidos, obrigando-o a lutar contra o impulso de acompan-las. Elas iam se alimentar na floresta e Edward sentia-se feliz adivinhando o prazer dos membros de seu clã ao cumprirem seu destino. Contudo, em breve teriam de aceitar a mudança que o futuro traria.

-   Não vai acompanhá-los? - perguntou seu primo Emmet ao aproximar-se.

-   Faz tempo que não os acompanho, pois consigo resistir ao desejo dentro de mim. Você tamm sente muito desejo?

-   Sim, mas também resisto. Faz quatro anos que me juntei a eles na caça pela última vez, e agora me isolo, como você. Não podemos correr o risco de que os mortais nos vejam com eles.

-   Antigamente, o medo que os mortais nutriam por nós era nossa defesa, mas este mesmo medo terminará por lhes dar força para destruírem nosso clã. Hoje em dia, nossa força e invulnerabilidade se transformaram em lendas nas quais não mais creem, e já não receiam os seres da noite. A Igreja conquistou o coração dos mortais e eles não toleram mais os demônios. Royce, um sangue-puro, foi capturado um mês.

-   Eles o mataram?

-   Sim, comandados por um padre. Os mortais o torturaram, deceparam sua cabeça e o queimaram até desaparecer por completo. É este o destino que nos espera se não mudarmos. Você e eu somos a prova de que podemos mudar, pois temos sangue híbrido e pertencemos a ambos os mundos. Temos de agir como nossos pais se quisermos impedir o desaparecimento da linhagem dos Cullen.

-   O que quer dizer, Edward?

-   Temos de misturar nosso sangue ao sangue dos mortais para que nossos descendentes aos poucos percam os traços que nos tomam temidos e isolados.

-   Nós dois o somos tão diferentes dos sangue-puro.

-   Mas somos diferentes o suficiente, e eu consigo a mesmo suportar um pouco da luz do sol. Inúmeras gerações serão necessárias para eliminarmos os traços que ainda carregamos, porém conseguiremos. Somos lordes e devemos comandar nosso clã: temos de dar o exemplo casando com noivas mortais.

-   Muitos de nossos comandados não aceitarão a mudança e nos desafiarão.

-    Enfrentaremos o desafio quando ele aparecer. Quanto tempo passará antes que os mortais o mais se contentem em matar somente aqueles dos nossos que caírem em suas mãos por infortúnio? Eles conhecem nossos castelos, e cedo ou tarde nos atacarão para exterminar nossa raça.


Suspirando, Emmet desviou o olhar e fitou a floresta montanha abaixo, iluminada pela luz da lua cheia.

-   Compreendo sua preocupação, Edward, mas como desistir de ser aquilo que somos e que nos torna os Cullen?

-   A mudança já começou, meu caro, e há outros como você e eu. O casamento entre seres da mesma família também traz desvantagens e era inevitável que aos poucos alguns dos nossos se juntassem aos mortais. Temos de trazer sangue novo ao clã, pois é a única maneira de continuar a linhagem dos Cullen.

-   Não será fácil encontrar mulheres mortais que nos aceitem e queiram desposar.

-   Mas será possível. E mais uma vez, tanto a sua existência como a minha provam isso. Nossas esposas terão de nos aceitar sabendo quem somos, caso contrário poderão se transformar em inimigas ao descobrirem.

-   Compreendo os motivos pelos quais deseja transformar nossa linhagem, Edward, mas preciso de tempo para aceitar.

-   Terá o tempo necesrio. De qualquer modo, é imperativo que eu tenha um aliado forte a meu lado: posso contar com vo?

-   Minha lealdade à sua pessoa é indestrutível, meu lorde.

-   Obrigado, Emmet.

-   Não crê que ainda deve refletir sobre sua decisão?


-   Minha decisão es tomada: mudar nosso sangue misturando-o ao sangue dos mortais é a única maneira de perpetuar a linhagem dos Cullen. Caso contrário, tamm nós nos transformaremos em lendas que serão esquecidas com o passar do tempo.

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Oie meninas! Espero que gostem do começo da adaptação que eu estou a fazer para todos vocês. 
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Beijos e até amanhã! 
p.s: Posts diários. 

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